sábado, 27 de março de 2010

Combo - [Título para representar dualidade na "gramática" atual]

Untitled

"Nada detém quem não se detem"
...A liberdade não é negociável...

Eram suas primeiras linhas.
Ele sempre quis que suas idéias libertárias saissem do papel.
O velho caderno de anotações e idéias-próprias sobre direções relevantes nunca fora revelado.

"Nada detém quem não se detem"

Mas ele se detia. E as idéias pressionavam seu interior como explosivos. Uma bomba de idéias. Uma supernova de novidades.
E os anos mantinham seu pequeno tesouro pessoal em um estúpido e desnecessário segredo. Ele sabia porquê.

Nada vem à tona a quem se detém.


1/2 verdade.

A idéia era me perder em equívocos.
O transtorno de outrora era agora alívio,
embora os fantasmas continuassem alí.

Meias verdades : verdades duvidosas por inteiro.
Se não me adequo, crio.
A verdade não os pertence, e não é minha.
Talvez não exista.
Talvez esteja lá fora.
Ou talvez surja e morra a cada nova atitude.
A verdade precisa ser sentida.



Um comentário:

Emilia Moraes disse...

Como já lhe disse: palavras difíceis. rs.
gostei bastante.
E como diria Cazuza : "Mentiras sinceras me interessam."