terça-feira, 18 de agosto de 2009

Abominável Mundo Novo

Eu sempre gostei de tecnologia, e sempre fui muito interessado em saber o porquê dos objetos mecânicos e/ou elétricos. É claro que isso não me levou a fazer engenharia. Eu apenas gosto, não sou fanático.
Desde guri desmontava os carrinhos de pilha e extraía tudo que me era necessário para montar um outro brinquedo. È claro que nem sempre a operação era bem sucedida, o que resultava numa frustração muito grande para mim, e maior ainda para os meus pais.
Mas algumas vezes a empreitada dava certo, e eu construía brinquedos fantásticos, brilhantes, que giravam, e me levavam a loucura! Brinquedos como... uma hélice movida a motor de carrinho. Tudo bem, exagerei no fantástico e tudo mais, mas o importante é que eu não me contentava em apenas brincar, precisava entender como aquilo funcionava.
E cresci assim. Entrei na adolescência e estava sempre ligado em jogos de vídeo-game (esses eu não destruía, eram mais divertidos funcionando perfeitamente) e música.
Comecei a procurar a entender o que podia sobre instrumentos musicais e games.
Normal para qualquer adolescente.
Veio a época dos computadores pessoais. Eu era o sacana que aprendia a fazer vírus que desligavam o PC na aula de informática, enquanto os outros meninos aprendiam a escrever em negrito no Word.
Mas vou direto ao ponto: O que quero deixar claro é que nunca tive problemas com tecnologias, com novidades. Eu sempre me interessei bastante ao ponto de acompanhá-las e entende-las.
Sempre acompanhei todas as novidades na web, Sites de relacionamentos, fóruns, programas de mensagens instantâneas, sites de vídeos, etc. Até em sites para bandas eu me inscrevia, sem ao menos ter uma. Sentia necessidade de conhecer o que era novo.

Há pouco tempo atrás um amigo me falou sobre o Twitter. Ainda estava ganhando embalo e poucos estavam inscritos, mas era um novo aparato moderno que prometia.
O site é super simples, chega a ser idiota. Mas a idéia é genial, informar e ser informado sobre suas ações úteis ( ou inúteis)e de sua rede de amigos. Une a vontade de ser uma celebridade (mostrar para todos seus amigos como seu dia foi cheio) e a curiosidade sobre a vida alheia. Enfim, coisa de gênio nos tempos de hoje.
Logo me inscrevi, e comecei a utilizar o então “bam-bam-bam” do momento.

Com o passar dos dias percebi que estava tendo certa dificuldade em entender quem mandava o quê, ou o quê eu mandava, ou quem mandou o quê para quem.
Não era um erro do site, a dificuldade era minha, e pela primeira vez me vi meio perdido diante de uma tecnologia nova, que todo mundo está usando.
Veio a primeira onda de terror. Suei frio e me imaginei tendo aulas de Word e Excel, aprendendo a minimizar janelas do Windows. E ainda mais apavorante, tive alucinações com pessoas numa lan house me ensinando a postar fotos no Orkut, ou como atualizar meu perfil. Não era possível, eu estava por fora, era obsoleto, ultrapassado, um velho que não conseguia mais ligar o PC e nem diferenciar estabilizador de CPU.

Aquilo não podia ser verdade. Será que eu estava ficando velho para as tecnologias? Será que eu me tornaria uma pessoa que é alheia as novidades? Será que eu voltaria a jogar tetris e Pac Man?( Apesar de ser ótimo, diga-se de passagem.)

Não, eu precisava ser forte.
Abri o twitter e entrei em vários profiles, olhando conversas de amigos, mensagens, réplicas, tudo que poderia me ajudar a entender aquela nova aberração que se arrastava diante de mim.
Aos poucos fui compreendendo. Percebi que as mensagens não eram direcionadas apenas para uma pessoa, e que você poderia direcionar, mas outras pessoas também as veriam, e assim por diante. Aprendi também os novos termos que alguns usavam.

O terror se foi, eu era um usuário de uma nova ferramenta que tinha se tornado clara finalmente.
Mas nos dias de hoje, novas tecnologias são lançadas com freqüências monstruosas, e rapidamente se tornam “old-fashion”.
O medo dessa vez se foi, mas quem sabe num próximo site, ou programa?
Bom, enquanto minha curiosidade e minha sanidade me ajudarem, eu estarei sempre procurando me apavorar e me descabelar diante das novidades.

6 comentários:

Anônimo disse...

Jafé disse...
uhh... ensinei o menino a fuçar e escafunchar o twitter.. pelo menos isso eu ensinei!! auhuahuauhua

Anônimo disse...

Emilia Moraes disse...
Cara, também apanhei do Twitter demais! Mas, tudo bem, eu nem sou tão fascinada assim por computadores e tecnologia, acho até bem chato. Sou antiga, queria muito ter vivido na época em que existia somente o bom e velho papel. Mas, estamos aí.

Anônimo disse...

♕deliriuum ƒreakyΨ disse...
não sei muito bem o que falar sobre o twitter , talvez eu esteja velho demais pra isso se é que a velhice existe meu amigo, ams deveras devo lhe dizer que cedo ou tarde tal angústia se tornará barco firmado no seu porto de dor e tudo qeu te restará será sentí-la e perceber que velho é apenas um termo novo pro seu estado presente! ^^


sinta e seja , apenas isso simples e inquieto! como sempre em bons ventos ... ainda que parado!! ^^

Anônimo disse...

Mah disse...
ih luh, também já passei por isso, mas eu resolvi parar no tempo, o orkut é o limite.
e essas coisas internéticas perdem a cada dia o sentido.

Anônimo disse...

Roger disse:
o twitter ainda é uma ferramenta atrasada...assim como orkut, MSN, Blog ou qq coisa em que vc tenha que ter um PC, ter internet, cadastrar usuario e senha pra poder acessar essas informações...

Unknown disse...

Poxa... vc escreve muito bem Luh. Estou debulhando seu blog e sinto como se estivéssemos frente a frente conversando!!!!
Bem que vc poderia escrever todo dia né??? rsrsrsrs ;)

O Twitter aprendi a usar por necessidade para o blog, que é uma excelente maneira de divulgação mas acho muito #fail quem fica twitando que foi ao banheiro, se penteou ou não o cabelo, essas coisas rsrsr
Bjo