Uma enorme TV tela plana. Shows de humor de final de semana.
Roupas combinando, sapatos limpos, cabelos penteados e brilhantes.
Sofá. Cama. Almoço. Jantar.
Finais de semanas tão emocionantes quanto limpar seu quarto ouvindo música.
Sentir e viver o medo. Me afastar de todos por medo do desconhecido.
Escolher o calmo ao turbulento.
Escolher a mentira de uma família perfeita, ao expor suas emoções e ódios e sentir o
reciproco. E assim explorar cada ente querido, e respeitá-lo por isso.
Viver mantendo o pouco. Quase implorando, a arriscar o novo e incerto.
Pra que peocupar-se? a vida se repete afinal.
EU ESCOLHO A VIDA.
Eu escolho me perder em meus sentimentos, reinventá-los, reciclá-los.
Eu escolho o incerto, o presente.
Me arrasto sentindo cada momento bom da vida a me entregar a comodidade.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A necessidade do SEMPRE
Fantasiamos uma vida baseada em recompensas pós-vida. Contraditório e cômico.
Uma vida não é suficiente, e nunca, na história do homem enquanto ser pensante houve margem para outras ramificações de pensamento.
A vida, de fato, não a é.
Penso em como deveria seguir meus anos esperando que eles se acabassem, para que eu pudesse finalmente viver.
E se a vida não estiver lá? E se não houver recompensa? Talvez para um pensamento condicionado, influenciado e ortodoxo sejam perguntas hereges. Mas talvez, seja o início da liberdade.
A vida é orgânica, matéria. Regras se provam. Delírios se seguem às cegas.
Enjoy your life!
O bem, é um bem-comum, é social. Segui-lo não o aproximará do paraíso, mas fazê-lo, é coerente enquanto somos nós de fato. Um coletivo.
Não é preciso de religiões para doutrinar o bem impondo medos e regras. Coerência basta.
Saber que cada indivíduo é um mundo, e é único, nos faz valorizá-los.
A não-crença não condena, liberta.
Uma vida não é suficiente, e nunca, na história do homem enquanto ser pensante houve margem para outras ramificações de pensamento.
A vida, de fato, não a é.
Penso em como deveria seguir meus anos esperando que eles se acabassem, para que eu pudesse finalmente viver.
E se a vida não estiver lá? E se não houver recompensa? Talvez para um pensamento condicionado, influenciado e ortodoxo sejam perguntas hereges. Mas talvez, seja o início da liberdade.
A vida é orgânica, matéria. Regras se provam. Delírios se seguem às cegas.
Enjoy your life!
O bem, é um bem-comum, é social. Segui-lo não o aproximará do paraíso, mas fazê-lo, é coerente enquanto somos nós de fato. Um coletivo.
Não é preciso de religiões para doutrinar o bem impondo medos e regras. Coerência basta.
Saber que cada indivíduo é um mundo, e é único, nos faz valorizá-los.
A não-crença não condena, liberta.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A História sem fim.
Tá bom vai. Chega de ficar adiando isso.
A verdade é que além de ter mudado todo meu "lifestyle" nesse último mês, eu perdi a vontade de terminar a trilogia.
Não teve jeito, eu adiei, esperei descer o santo, mas nada. A vontade se foi.
Pior que eu estava adorando escrevê-la.
Acho que talvez seja porque se passou algum tempo dos ocorridos em que eu estava me baseando, e tenha ficado meio nebuloso na minha mente, então achei que não ficaria autêntico se eu forçasse um desfecho.
Mas prometo que assim que me sentir apto a fazê-lo, eu farei!
Eu e minha mania de terminar as coisas pela metade!
Defeitos à parte, minha mão anda suplicando por uma caneta e uma folha...não, melhor...
2009 mode - Defeitos à parte, minha mão anda suplicando por um teclado. E eu tenho rasbicado algumas linhas, então, tem muita idéia que virará história, e história que virará post.
Peço desculpa pra quem tava acompanhando a história e tava me cobrando o final.
Fica aqui minha promessa de terminar uma saga sempre que começa-la. Palavra de escoteiro. (É, tô assistindo muito filme dos anos 80)
Mas vou propor alguns possíveis finais à trilogia, quem sabe não me empolgo e continuo.
1 - O personagem se torna um deles, e a história termina com a cena de um carro rumo à barretos, com um adesivo atrás: "Só vai quem guenta". Dentro do carro, é possivel vê-lo de chapéu, cantando. Até que o carro desaparece na linha do horizonte.
2 - O personagem não resiste aos frequentes bombardeios de terror e sucumbe. A História termina com seu corpo sendo pisoteado por pessoas pulando ao comando de um cara gritando: "Tira o pé do chão"
3 - Explodindo de ódio, o personagem entra numa metamorfose bizarra, fica verde, e se torna um brutamontes musculoso com roupas rasgadas. Esmurra todos até a morte. E comemora a vitória num show do AC/DC
4 - O luciano para de inventar finais ridículos à sua trilogia, e toca sua vida, escrevendo outras histórias, e prometendo não fudê-las, com possíveis finais inacabados.
A verdade é que além de ter mudado todo meu "lifestyle" nesse último mês, eu perdi a vontade de terminar a trilogia.
Não teve jeito, eu adiei, esperei descer o santo, mas nada. A vontade se foi.
Pior que eu estava adorando escrevê-la.
Acho que talvez seja porque se passou algum tempo dos ocorridos em que eu estava me baseando, e tenha ficado meio nebuloso na minha mente, então achei que não ficaria autêntico se eu forçasse um desfecho.
Mas prometo que assim que me sentir apto a fazê-lo, eu farei!
Eu e minha mania de terminar as coisas pela metade!
Defeitos à parte, minha mão anda suplicando por uma caneta e uma folha...não, melhor...
2009 mode - Defeitos à parte, minha mão anda suplicando por um teclado. E eu tenho rasbicado algumas linhas, então, tem muita idéia que virará história, e história que virará post.
Peço desculpa pra quem tava acompanhando a história e tava me cobrando o final.
Fica aqui minha promessa de terminar uma saga sempre que começa-la. Palavra de escoteiro. (É, tô assistindo muito filme dos anos 80)
Mas vou propor alguns possíveis finais à trilogia, quem sabe não me empolgo e continuo.
1 - O personagem se torna um deles, e a história termina com a cena de um carro rumo à barretos, com um adesivo atrás: "Só vai quem guenta". Dentro do carro, é possivel vê-lo de chapéu, cantando. Até que o carro desaparece na linha do horizonte.
2 - O personagem não resiste aos frequentes bombardeios de terror e sucumbe. A História termina com seu corpo sendo pisoteado por pessoas pulando ao comando de um cara gritando: "Tira o pé do chão"
3 - Explodindo de ódio, o personagem entra numa metamorfose bizarra, fica verde, e se torna um brutamontes musculoso com roupas rasgadas. Esmurra todos até a morte. E comemora a vitória num show do AC/DC
4 - O luciano para de inventar finais ridículos à sua trilogia, e toca sua vida, escrevendo outras histórias, e prometendo não fudê-las, com possíveis finais inacabados.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Blog novo, CEP novo, postagem nova, o mesmo cabelo.
Hi there! Antes de terminar a saga (que ja se tornou uma saga em sí, por não terminá-la nunca) preciso explicar algumas coisas, tais como a invasão do endereço antigo, minha nova estadia, e as coisas novas que tem acontecido por aqui. Espero não prolongar muito, pois classifiquei esse texto no marcador "notinhas", se ficar muito extenso terei que mudá-lo para "sagas" e não queremos uma saga dentro de outra.
Como tinha registrado anteriormente no falecido primata em conflito, estava de mudança, e iniciando uma nova fase da minha vida. Bom, aqui estou, morando emCampinas Sumaré, e tudo tem corrido bem. Conhecendo novos lugares, novas pessoas, novas oportunidades, mas sem esquecer dos antigos. Sem contar o gostinho de "casa", por estar morando com parentes queridos.
A coisa chata é que invadiram meu blog antigo e trocaram a senha, daí a mudança de endereço. Bom, pelo menos não fizeram dele um blog gay (sem preconceitos) ou um blog sobre crepúsculo (o primeiro filme da história sobre vampiros travestís, e novamente, sem preconceitos) Em vista disso, aproveitei e fiz umas mudanças no novo blog. O antigo vai continuar na rede por anos esquecidos, até que se perca na imensidão de terabytes da internet...ou o blogger resolva deletá-lo.
Repostei todos os posts e comentários, por isso a desordem nas datas. Mas agora tá tudo certo, coloquei uma senha de 125 dígitos, quero ver descobrirem.
Enfim, continuarei postando minhas desventuras e sagas nessas novas terras, será meu meio de contar o que anda acontecendo comigo, nessa aventura maluca atrás de dinheiro, estabilidade, paz e tudo mais que se considera importante nos ingredientes da vida.
Luciano.
Como tinha registrado anteriormente no falecido primata em conflito, estava de mudança, e iniciando uma nova fase da minha vida. Bom, aqui estou, morando em
A coisa chata é que invadiram meu blog antigo e trocaram a senha, daí a mudança de endereço. Bom, pelo menos não fizeram dele um blog gay (sem preconceitos) ou um blog sobre crepúsculo (o primeiro filme da história sobre vampiros travestís, e novamente, sem preconceitos) Em vista disso, aproveitei e fiz umas mudanças no novo blog. O antigo vai continuar na rede por anos esquecidos, até que se perca na imensidão de terabytes da internet...ou o blogger resolva deletá-lo.
Repostei todos os posts e comentários, por isso a desordem nas datas. Mas agora tá tudo certo, coloquei uma senha de 125 dígitos, quero ver descobrirem.
Enfim, continuarei postando minhas desventuras e sagas nessas novas terras, será meu meio de contar o que anda acontecendo comigo, nessa aventura maluca atrás de dinheiro, estabilidade, paz e tudo mais que se considera importante nos ingredientes da vida.
Luciano.
Hey, cadê a parte 3 ??
Tudo bem, eu sei que já faz uma semana que eu não posto nada, mas não é preguiça.
Acontece que além de ser férias - época que reencontro os amigos - é minha ultima semana em minas, semana que vem estarei me mudando para camp...Sumaré. E tudo tem sido corrido esses dias.
Prometo postar a parte 3 ainda essa semana. E quando estiver estabelecido por lá, vou retornar com as postagens com mais frequência.
Obrigado a quem tem acompanhado meus textos. Continuem comentando!
Luciano.
Acontece que além de ser férias - época que reencontro os amigos - é minha ultima semana em minas, semana que vem estarei me mudando para camp...Sumaré. E tudo tem sido corrido esses dias.
Prometo postar a parte 3 ainda essa semana. E quando estiver estabelecido por lá, vou retornar com as postagens com mais frequência.
Obrigado a quem tem acompanhado meus textos. Continuem comentando!
Luciano.
The Gates Of Hell, A Trilogia - Pt2 - As Bestas Que Montam
Acordei com terríveis dores de cabeça. Tudo estava turvo à minha frente, tudo bem, contando que aquilo tudo tivesse passado. Minha visão foi se adaptando ao local, e enquanto isso, eu via vultos cada vez mais agitados. A visão se normalizou, e com ela, veio meio pavor absoluto: eu estava no mesmo local em que caíra há não sei quantas horas atrás. O silencio que achei estar gozando, era nada mais, que minha falta de consciência. Tudo estava como antes.
Me recobrei com dificuldade, e tentei fazer um preparo psicológico em mim mesmo, me convencendo que aquilo iria continuar não sei mais por quanto tempo. Eu precisava ser forte.
Pelas conversas aos arredores, descobri que já era o segundo dia.
Meus companheiros, a essa altura totalmente sob os encantos maléficos, ignoravam completamente minha angústia, me deixando padecer em minha dor. Estavam ali, em êxtase, ansiosos por algo que parecia estar próximo. Algo que passava longe do limite da minha imaginação, e que me deixaria feridas profundas.
Foi quando aquela voz entrou rasgando o ar, fazendo estremecer meu corpo. Eu a conhecia, era familiar. Era horrível. Era o narrador bizarro.
Aquela voz me trouxe a certeza de que a tortura continuaria, e que não teria previsão de acabar.
Dessa vez, a voz mais grave e agitada que antes, conjurava versos horríveis, versos estes que creio terem sido escritos nas profundezas do inferno, sob a supervisão do próprio Belzebu.
Ele ofendia cada vez mais a língua portuguesa, deixando claro que era seu inimigo declarado. A essa altura, não obedecia sequer regras primárias de fonética. A língua mãe estava morta.
O narrador bizarro começa então a dizer vários nomes. Os amaldiçoados se agitam e balançam a grade, alguns tyrs escalam a cerca, e ficam balançando como primatas. Um a um, pessoas estranhas vão adentrando à arena. São amaldiçoados num nível nunca imaginado, com vestimentas características, mas exageradamente adornadas. Descobri que essas crias do mal se chamavam "Peões".
Eu esperava algum ritual negro, macabro. Mas era pior, muito pior.
Os "peões", sabe-se lá porquê, tinham a tarefa de alegrar a massa amaldiçoada, arriscando suas vidas em cima de animais furiosos. Era algo incompreensível. Senti pena daqueles pobres animais. E me refiro aos peões.
Os animais que eram montados estavam reagindo por extinto, algo natural, coisa que não acontecia com os humanos montadores, que faziam algo digno de vergonha.
A única regra clara era permanecer o maior tempo possível sobre o animal feroz. Isso causava uma alegria indescritível nas pessoas que assistiam, sabe-se lá porquê. Nada faz sentido quando se trata dos amaldiçoados.
Após muitos gritos, fugas desesperadas dentro da arena, e delírio das pessoas, o terrível teatro macabro acabara. Era chegada a hora de anunciar qual seria o tipo de tortura que eles guardavam para mim aquela noite. Eu pensei que, dificilmente na terra, haveria coisa pior do que as que eu já havia passado, mas eu estava amargamente errado.
As grades são abertas, e como uma onda negra e furiosa no meio de um oceano revolto, a multidão entra na arena, como se aquele fosse o ultimo show de suas vidas. Minha companheira, me segurando forte pelos braços, tirava de mim toda a esperança de uma fuga, mesmo muito fraco, talvez eu pudesse apenas...
Me tirando bruscamente destes pensamentos, uma luz muito forte atraiu minha atenção. De início era algo agradável, desenhos psicodélicos que se formavam no palco, muitas cores, muito movimento. Confesso que por alguns minutos me senti bem, mesmo em meio a tanto tormento e dor. Mas logo aquelas imagens lisérgicas se transformavam em imagens medonhas de medo e terror. Eram imagens de festas de peão com milhares de amaldiçoados por todo mundo, milhares de narradores bizarros, e duplas musicais que enfeitiçavam (no pior sentido da palavra) pessoas por todo o país.
Atrás daquela pequena amostra do mal, estavam duas figuras paradas, olhando, apenas espreitando o público. Quando as imagens cessaram, imediatamente eles começaram a cantar suas musicas satânicas, agora mais alto que nunca, e eu sentia como se meu coração estivesse sendo arrancado de mim pelas próprias mãos daquelas pessoas. Como fazia um certo vilão, no segundo filme da quidrilogia Indiana Jones.
Com uma simples frase de um dos cantores, mais dois surgiram no palco. Meu Deus! Eles estavam invocando duplas! Estavam criando e multiplicando o terror. Por geração espontânea, os dois novos cantores surgiram e se uniram aos que já estavam ali, e cantaram alto, como se quisessem fazer o mundo todo ouvir seus encantamentos malditos. Eu estava de joelho e não conseguia tirar os olhos daquela cena. A cada dia, eles aprendiam e praticavam mais maldades e perversões. Eu já não acreditava mais em uma salvação.
Tyrs e alta classe cantavam juntos. O mal havia unido raças historicamente inimigas, para um propósito mais cruel: adorarem e servirem eternamente a terrível ordem sertaneja.
Foram horas de terror, e eu comecei a perguntar aos Deuses porquê me mantinham vivo, seria mais fácil se tudo se acabasse ali, meu sofrimento iria embora e eu desfrutaria de paz. Mas eu continuava de pé, me sentindo o próprio judas pagando pelos seus pecados. Tamanha era minha dor.
Tudo se silenciou instantâneamente. Com medo de algo pior se materializando no palco, olhei devagar. Já não havia mais ninguém lá. Parece que outro culto maligno havia acabado. Uma pessoa entra sutilmente no palco, aparentemente normal.
Ele disse cindo palavras. Aquelas cinco palavras, tiraram o que me restava de vida. Eu caí novamente. Entrei num sonho profundo, um sonho turbulento. Eu estava caindo, e não conseguia ver uma superfície para que aquele terror se acabasse logo. nesse sonho, uma frase ecoava no infinito da minha mente:
"Se prepareeem! Amanhã tem AXÉÉÉ!"
[Continua]
Me recobrei com dificuldade, e tentei fazer um preparo psicológico em mim mesmo, me convencendo que aquilo iria continuar não sei mais por quanto tempo. Eu precisava ser forte.
Pelas conversas aos arredores, descobri que já era o segundo dia.
Meus companheiros, a essa altura totalmente sob os encantos maléficos, ignoravam completamente minha angústia, me deixando padecer em minha dor. Estavam ali, em êxtase, ansiosos por algo que parecia estar próximo. Algo que passava longe do limite da minha imaginação, e que me deixaria feridas profundas.
Foi quando aquela voz entrou rasgando o ar, fazendo estremecer meu corpo. Eu a conhecia, era familiar. Era horrível. Era o narrador bizarro.
Aquela voz me trouxe a certeza de que a tortura continuaria, e que não teria previsão de acabar.
Dessa vez, a voz mais grave e agitada que antes, conjurava versos horríveis, versos estes que creio terem sido escritos nas profundezas do inferno, sob a supervisão do próprio Belzebu.
Ele ofendia cada vez mais a língua portuguesa, deixando claro que era seu inimigo declarado. A essa altura, não obedecia sequer regras primárias de fonética. A língua mãe estava morta.
O narrador bizarro começa então a dizer vários nomes. Os amaldiçoados se agitam e balançam a grade, alguns tyrs escalam a cerca, e ficam balançando como primatas. Um a um, pessoas estranhas vão adentrando à arena. São amaldiçoados num nível nunca imaginado, com vestimentas características, mas exageradamente adornadas. Descobri que essas crias do mal se chamavam "Peões".
Eu esperava algum ritual negro, macabro. Mas era pior, muito pior.
Os "peões", sabe-se lá porquê, tinham a tarefa de alegrar a massa amaldiçoada, arriscando suas vidas em cima de animais furiosos. Era algo incompreensível. Senti pena daqueles pobres animais. E me refiro aos peões.
Os animais que eram montados estavam reagindo por extinto, algo natural, coisa que não acontecia com os humanos montadores, que faziam algo digno de vergonha.
A única regra clara era permanecer o maior tempo possível sobre o animal feroz. Isso causava uma alegria indescritível nas pessoas que assistiam, sabe-se lá porquê. Nada faz sentido quando se trata dos amaldiçoados.
Após muitos gritos, fugas desesperadas dentro da arena, e delírio das pessoas, o terrível teatro macabro acabara. Era chegada a hora de anunciar qual seria o tipo de tortura que eles guardavam para mim aquela noite. Eu pensei que, dificilmente na terra, haveria coisa pior do que as que eu já havia passado, mas eu estava amargamente errado.
As grades são abertas, e como uma onda negra e furiosa no meio de um oceano revolto, a multidão entra na arena, como se aquele fosse o ultimo show de suas vidas. Minha companheira, me segurando forte pelos braços, tirava de mim toda a esperança de uma fuga, mesmo muito fraco, talvez eu pudesse apenas...
Me tirando bruscamente destes pensamentos, uma luz muito forte atraiu minha atenção. De início era algo agradável, desenhos psicodélicos que se formavam no palco, muitas cores, muito movimento. Confesso que por alguns minutos me senti bem, mesmo em meio a tanto tormento e dor. Mas logo aquelas imagens lisérgicas se transformavam em imagens medonhas de medo e terror. Eram imagens de festas de peão com milhares de amaldiçoados por todo mundo, milhares de narradores bizarros, e duplas musicais que enfeitiçavam (no pior sentido da palavra) pessoas por todo o país.
Atrás daquela pequena amostra do mal, estavam duas figuras paradas, olhando, apenas espreitando o público. Quando as imagens cessaram, imediatamente eles começaram a cantar suas musicas satânicas, agora mais alto que nunca, e eu sentia como se meu coração estivesse sendo arrancado de mim pelas próprias mãos daquelas pessoas. Como fazia um certo vilão, no segundo filme da quidrilogia Indiana Jones.
Com uma simples frase de um dos cantores, mais dois surgiram no palco. Meu Deus! Eles estavam invocando duplas! Estavam criando e multiplicando o terror. Por geração espontânea, os dois novos cantores surgiram e se uniram aos que já estavam ali, e cantaram alto, como se quisessem fazer o mundo todo ouvir seus encantamentos malditos. Eu estava de joelho e não conseguia tirar os olhos daquela cena. A cada dia, eles aprendiam e praticavam mais maldades e perversões. Eu já não acreditava mais em uma salvação.
Tyrs e alta classe cantavam juntos. O mal havia unido raças historicamente inimigas, para um propósito mais cruel: adorarem e servirem eternamente a terrível ordem sertaneja.
Foram horas de terror, e eu comecei a perguntar aos Deuses porquê me mantinham vivo, seria mais fácil se tudo se acabasse ali, meu sofrimento iria embora e eu desfrutaria de paz. Mas eu continuava de pé, me sentindo o próprio judas pagando pelos seus pecados. Tamanha era minha dor.
Tudo se silenciou instantâneamente. Com medo de algo pior se materializando no palco, olhei devagar. Já não havia mais ninguém lá. Parece que outro culto maligno havia acabado. Uma pessoa entra sutilmente no palco, aparentemente normal.
Ele disse cindo palavras. Aquelas cinco palavras, tiraram o que me restava de vida. Eu caí novamente. Entrei num sonho profundo, um sonho turbulento. Eu estava caindo, e não conseguia ver uma superfície para que aquele terror se acabasse logo. nesse sonho, uma frase ecoava no infinito da minha mente:
"Se prepareeem! Amanhã tem AXÉÉÉ!"
[Continua]
The Gates Of Hell, A Trilogia - Pt1 - Um novo Mal
Os relatos que aqui se seguem, foram encontrados junto a um cadáver, dias após os eventos em questão.
Estou sem forças... sinto a vida se esvaindo de mim, creio que me resta pouco tempo. Já suportei demais todo tipo de terror, blasfêmia, e torturas que um ser humano poderia suportar. Descobrir a verdade dos fatos me custou a vida. Minha ultima história em vida começa no momento que atravessei aqueles portões. Espero conseguir registrar os fatos, e espero que eles possam cair em mãos abençoadas. O mal está tomando proporções titãnicas.
Começou há três dias . Ao longe eu já conseguia ver aqueles portões. Eram negros, medonhos e intransponíveis. Ficava claro ao olhá-los, que tudo o que estava dentro continuaria lá. Dois seres de raça de guerreiros, maiores que o normal, os vigiavam, aumentando minha certeza de que algo não estava certo.
Quando cheguei no alto da colina, pude ver que todo tipo de raça viera até o local. Haviam muitas pessoas da alta classa da cidade, vários deles apresentavam os sinais da suposta maldição, pude ver um mar de chapéus, e aquilo me deixou muito intrigado.
Um pouco mais afastados, mas ainda próximo aos portões, haviam vários Tyrs, praticando suas danças e grunindo para as outras raças. Suas fêmeas se insinuavam pervertidamente para qualquer pessoa ao alcance. Eu sabia, por registros antigos, que o encontro dessa raça com outros povos nunca havia terminado bem, e eles não pareciam mais calmos desta vez.
Todos deveriam passar juntos pelos enormes portões, e eu percebí a tensão que pesava o ar. Apesar de vários guerreiros contratados para a segurança do local, todos sabiam o risco que corriam.
Me ví no meio de todo tipo de pessoas e tentava me manter calmo. Alí, ouvi alguns grunidos, alguns olhares de reprovação. Cada raça se mantinha junta ao atravessar. Olhando para cima, vi os portões negros que lançavam uma sensação de medo em mim, de algo que não se pode explicar com palavras.
Fechei os olhos, e eu e meus companheiros atravessamos juntos. Quando abrí os olhos já estava dentro, alívio. Alí as pessoas se dispersavam novamente em uma grande extensão. A área mais abaixo estava muito iluminada, deduzí que lá seria o local que iríamos.
Um pouco após a entrada, ouvi um barulho de algo se quebrando, o que chamou a atenção de todos que passavam no momento. Tratava-se de um tyr que havia arremessado uma garrafa de vinho contra a parede, e agora estava comemorando o feito com seus parceiros, dançando e fazendo gestos confusos. Muitas raças evitaram olhar, poderia ser o foco de uma guerra. Ouvi grunidos e praguejos, e decidi que deveríamos descer logo.
Um grande espaço iluminado e de frente a um grande palco estava cercado, parecia uma área para rituais. As pessoas se aglomeravam em volta do cercado, e alí dentro, vi um ser que parecia estar encantado a muito tempo. Seu chapéu era extravagante, suas calças muito apertadas, engolindo parte de uma camisa exageradamente xadrez. Sua fivela parecia uma travessa de alumínio, usada para servir cordeiros assados em banquetes reais. O ser profería palavras sem sentido, mas mesmo assim o povo se agitava, e correspondia a ele. Algo não estava fazendo sentido, porque as pessoas estavam alteradas diante da fala de um ser tão bizarro?
Passaram-se alguns minutos e ele começou a dizer versos medonhos, algo que me causava intensa vergonha, que feria profundamente o meu intelecto.
Entre um verso e outro, tocavam canções que faziam meu estômago dar voltas. Ele usava nossa lingua de forma totalmente inadequada, não respeitando plurais e conjugações de verbo.
Todos os versos me agrediam cruelmente, mas foi quando ele disse um em especial: " Como é que tá OS pessoal de Três PONTA" que eu me senti tonto e com o coração nas mãos.
As pessoas que estavam comigo não pareciam dar importância a minha dor, e se divertiam, correspondendo hora ou outra com risadas, ao animador bizarro.
Uma cena derrepente me fez tremer. O "narrador" trouxe uma criança para dentro da área cercada, e como uma pessoa amaldiçoada, essa criança vestia-se horrivelmente mal. Ele começou a ensinar versos para a pobre criança, que os repetia com alegria, até que, no momento mais sombrio daquele sacrifício humano, o garoto proferia sozinho palavras de horror.
Foi algo como: "Moça bonita, casa comigo, eu sou muito mais bonito que seu maridoooooooo". Ouvir isso da voz de uma criança foi uma das cenas mais tristes da minha vida. E não satisfeito, o pequeno guri pegou um instrumento feito com chifre de animal, e começou a tocá-lo em tons extremamente altos. Era uma combinação perfeita para manter todos que estavam alí amaldiçoados, e trazer os que não estavam para o lado negro ( se é que existia alguém que não estava).
De repente, fogos coloridos enfeitaram o céu. Foi a única coisa realmente bonita que me lembro destes ultimos dias. Quase esqueci de minha dor, e pensei em tamanho contraste de algo tão bonito num evento tão grotesco.
É anunciada a chegada das pessoas que seriam responsáveis pela música aquela noite. Era como de costume, dois nomes, tipo: "Fulano e ciclano" ou "Edson e Beltrano".
O primeiro apareceu no palco com os trajes da maldição, que assim como os do narrador medonho, eram demasiadamente exagerados. Quando o segundo membro entrou no palco, tentei fixar meus olhos, não era real. Não poderia ser real. Ele trajava roupas dos grandes e honrados guerreiros da tribo do rock n' roll. Eu não estava errado, tinha sido exatemente isso. Ele usava jaqueta de couro, calça surrada, e camiseta de algum grupo. E tinha em suas mãos, um instrumentos dos Deuses: Uma guitarra fender stratocaster cor de marfim, que estava roncando suas primeiras notas com distorção.
Eles haviam criado uma nova raça. Eles haviam misturado o horrível com o divino e criado algo extremamente perigoso. Algo que só poderia sair de uma mente diabólica.
Eu me ví imponente naquele momento. Ao som de distorção e de violas caipiras, as pessoas entravam em frenesí, uníssonos, cantando as bizarras canções, e aglomerando-se quase que em posição de louvor diante do palco.
Eu estava sem forças, quase agonizando, e esperando pelo pior.
Minha companheira e nossos acompanhantes cantavam as músicas com emoção. Eu estava sozinho, não havia sinal de outra pessoa que estivesse alí sofrendo. Eu deveria ser o último não encantado.
Ao pensar nisso, olhei um pouco a frente e ví uma pessoa conhecida, e que era da mesma ordem que eu. Não acreditei, ele não estava cantando, e não pulava, parecia indiferente ao que acontecia no palco. Enfim, era alguém para lutar comigo! Ergui minhas mãos para alcançá-lo, tentando desviar do amaldiçoados. Faltava pouco, estava quase tocando seu ombro...quando uma figura lançou-se na minha frente, capturou meu nobre colega em seus braços e eles começaram a se beijar. Após o beijo, eu pude ver a face do mal, ele estava dançando agora, e já arriscava cantar alguns versos das terriveis músicas. Era tarde.
Esperei pelo fim daquela tortura com forças sobre-humanas. pelo que me lembro, nesse dia, o nível de ações abomináveis continuou assim, até o final daquele show, onde as pessoas estavam acabadas, com suor em suas faces e extremamente satisfeitas. Alguns pediam mais. Imaginei que esses deviam estar no último estágio do encanto. O próximo talvez, seria se transformar no narrador bizarro.
Eu me entreguei ao chão, e tudo escureceu.
Mal sabia minha pobre alma, que o dia seguinte seria pior...
[continua]
Estou sem forças... sinto a vida se esvaindo de mim, creio que me resta pouco tempo. Já suportei demais todo tipo de terror, blasfêmia, e torturas que um ser humano poderia suportar. Descobrir a verdade dos fatos me custou a vida. Minha ultima história em vida começa no momento que atravessei aqueles portões. Espero conseguir registrar os fatos, e espero que eles possam cair em mãos abençoadas. O mal está tomando proporções titãnicas.
Começou há três dias . Ao longe eu já conseguia ver aqueles portões. Eram negros, medonhos e intransponíveis. Ficava claro ao olhá-los, que tudo o que estava dentro continuaria lá. Dois seres de raça de guerreiros, maiores que o normal, os vigiavam, aumentando minha certeza de que algo não estava certo.
Quando cheguei no alto da colina, pude ver que todo tipo de raça viera até o local. Haviam muitas pessoas da alta classa da cidade, vários deles apresentavam os sinais da suposta maldição, pude ver um mar de chapéus, e aquilo me deixou muito intrigado.
Um pouco mais afastados, mas ainda próximo aos portões, haviam vários Tyrs, praticando suas danças e grunindo para as outras raças. Suas fêmeas se insinuavam pervertidamente para qualquer pessoa ao alcance. Eu sabia, por registros antigos, que o encontro dessa raça com outros povos nunca havia terminado bem, e eles não pareciam mais calmos desta vez.
Todos deveriam passar juntos pelos enormes portões, e eu percebí a tensão que pesava o ar. Apesar de vários guerreiros contratados para a segurança do local, todos sabiam o risco que corriam.
Me ví no meio de todo tipo de pessoas e tentava me manter calmo. Alí, ouvi alguns grunidos, alguns olhares de reprovação. Cada raça se mantinha junta ao atravessar. Olhando para cima, vi os portões negros que lançavam uma sensação de medo em mim, de algo que não se pode explicar com palavras.
Fechei os olhos, e eu e meus companheiros atravessamos juntos. Quando abrí os olhos já estava dentro, alívio. Alí as pessoas se dispersavam novamente em uma grande extensão. A área mais abaixo estava muito iluminada, deduzí que lá seria o local que iríamos.
Um pouco após a entrada, ouvi um barulho de algo se quebrando, o que chamou a atenção de todos que passavam no momento. Tratava-se de um tyr que havia arremessado uma garrafa de vinho contra a parede, e agora estava comemorando o feito com seus parceiros, dançando e fazendo gestos confusos. Muitas raças evitaram olhar, poderia ser o foco de uma guerra. Ouvi grunidos e praguejos, e decidi que deveríamos descer logo.
Um grande espaço iluminado e de frente a um grande palco estava cercado, parecia uma área para rituais. As pessoas se aglomeravam em volta do cercado, e alí dentro, vi um ser que parecia estar encantado a muito tempo. Seu chapéu era extravagante, suas calças muito apertadas, engolindo parte de uma camisa exageradamente xadrez. Sua fivela parecia uma travessa de alumínio, usada para servir cordeiros assados em banquetes reais. O ser profería palavras sem sentido, mas mesmo assim o povo se agitava, e correspondia a ele. Algo não estava fazendo sentido, porque as pessoas estavam alteradas diante da fala de um ser tão bizarro?
Passaram-se alguns minutos e ele começou a dizer versos medonhos, algo que me causava intensa vergonha, que feria profundamente o meu intelecto.
Entre um verso e outro, tocavam canções que faziam meu estômago dar voltas. Ele usava nossa lingua de forma totalmente inadequada, não respeitando plurais e conjugações de verbo.
Todos os versos me agrediam cruelmente, mas foi quando ele disse um em especial: " Como é que tá OS pessoal de Três PONTA" que eu me senti tonto e com o coração nas mãos.
As pessoas que estavam comigo não pareciam dar importância a minha dor, e se divertiam, correspondendo hora ou outra com risadas, ao animador bizarro.
Uma cena derrepente me fez tremer. O "narrador" trouxe uma criança para dentro da área cercada, e como uma pessoa amaldiçoada, essa criança vestia-se horrivelmente mal. Ele começou a ensinar versos para a pobre criança, que os repetia com alegria, até que, no momento mais sombrio daquele sacrifício humano, o garoto proferia sozinho palavras de horror.
Foi algo como: "Moça bonita, casa comigo, eu sou muito mais bonito que seu maridoooooooo". Ouvir isso da voz de uma criança foi uma das cenas mais tristes da minha vida. E não satisfeito, o pequeno guri pegou um instrumento feito com chifre de animal, e começou a tocá-lo em tons extremamente altos. Era uma combinação perfeita para manter todos que estavam alí amaldiçoados, e trazer os que não estavam para o lado negro ( se é que existia alguém que não estava).
De repente, fogos coloridos enfeitaram o céu. Foi a única coisa realmente bonita que me lembro destes ultimos dias. Quase esqueci de minha dor, e pensei em tamanho contraste de algo tão bonito num evento tão grotesco.
É anunciada a chegada das pessoas que seriam responsáveis pela música aquela noite. Era como de costume, dois nomes, tipo: "Fulano e ciclano" ou "Edson e Beltrano".
O primeiro apareceu no palco com os trajes da maldição, que assim como os do narrador medonho, eram demasiadamente exagerados. Quando o segundo membro entrou no palco, tentei fixar meus olhos, não era real. Não poderia ser real. Ele trajava roupas dos grandes e honrados guerreiros da tribo do rock n' roll. Eu não estava errado, tinha sido exatemente isso. Ele usava jaqueta de couro, calça surrada, e camiseta de algum grupo. E tinha em suas mãos, um instrumentos dos Deuses: Uma guitarra fender stratocaster cor de marfim, que estava roncando suas primeiras notas com distorção.
Eles haviam criado uma nova raça. Eles haviam misturado o horrível com o divino e criado algo extremamente perigoso. Algo que só poderia sair de uma mente diabólica.
Eu me ví imponente naquele momento. Ao som de distorção e de violas caipiras, as pessoas entravam em frenesí, uníssonos, cantando as bizarras canções, e aglomerando-se quase que em posição de louvor diante do palco.
Eu estava sem forças, quase agonizando, e esperando pelo pior.
Minha companheira e nossos acompanhantes cantavam as músicas com emoção. Eu estava sozinho, não havia sinal de outra pessoa que estivesse alí sofrendo. Eu deveria ser o último não encantado.
Ao pensar nisso, olhei um pouco a frente e ví uma pessoa conhecida, e que era da mesma ordem que eu. Não acreditei, ele não estava cantando, e não pulava, parecia indiferente ao que acontecia no palco. Enfim, era alguém para lutar comigo! Ergui minhas mãos para alcançá-lo, tentando desviar do amaldiçoados. Faltava pouco, estava quase tocando seu ombro...quando uma figura lançou-se na minha frente, capturou meu nobre colega em seus braços e eles começaram a se beijar. Após o beijo, eu pude ver a face do mal, ele estava dançando agora, e já arriscava cantar alguns versos das terriveis músicas. Era tarde.
Esperei pelo fim daquela tortura com forças sobre-humanas. pelo que me lembro, nesse dia, o nível de ações abomináveis continuou assim, até o final daquele show, onde as pessoas estavam acabadas, com suor em suas faces e extremamente satisfeitas. Alguns pediam mais. Imaginei que esses deviam estar no último estágio do encanto. O próximo talvez, seria se transformar no narrador bizarro.
Eu me entreguei ao chão, e tudo escureceu.
Mal sabia minha pobre alma, que o dia seguinte seria pior...
[continua]
The Gates Of Hell, A Trilogia - Prólogo
Em uma remota cidade do interior, durante as tradicionais festas de comemorações anuais, o prefeito decide trazer um pouco de alegria àquele povo sofrido.
A crise da agricultura local desolava a população, trazendo pobreza, enfermidades e criando discórdia entre o povo.
As festividades foram intituladas como "Festa do peão", e contaria com atrações musicais de agrado popular, mas com objetivos duvidosos, porém, poucos sabiam e davam atenção a isso.
Um jovem rapaz, morador da cidade, nunca se arriscara a participar de eventos em que tais atrações musicais se apresentavam. Ele sabia devido à pesquisas, que havia lendas horríveis sobre torturas inimagináveis e manipulação de comportamentos causados pelos "grupos". Ele mesmo conheceu pessoas que mudaram totalmente seu comportamento, e começaram a usar vestimentas bizarras, tais como chapéu de palha, fivelas gigantes, e camisetas xadrez por dentro de uma calça apertada, além de cantarolar sons que se aprisionavam na mente, causando sensações horríveis de vergonha.
O jovem desconfiava que sua companheira, uma moça nova e de boa família, estivesse de certa maneira sob os encantos desses grupos necromantes musicais, pois já havia visto, por mais de uma vez, ela cantarolar suas musicas. Mas era só uma breve desconfiança, pois ele não havia notado outros indícios que confirmavam o encantamento.
Com os rumores da festa se espalhando por toda a extensão da cidade, o jovem estava apreensivo por más notícias. Até que um dia, o que ele temia aconteceu. Ele havia pensado nisso algumas vezes, mas sempre tentava desviar sua mente para não encarar a possível realidade: sua companheira poderia querer participar das festas, e o pior, contaria com sua presença. Agora, ele sabia que estava certo. Estava clara a decisão da jovem moça. E naqueles tempos, não se costumava negar um convite de uma dama, por questões de honra.
Diante da situação, ele decidiu enfrentar seus medos. Aproveitaria para ter certeza se toda aquela lenda sobre coisa horríveis, e sobre rituais inexplicáveis realmente eram verdade, mesmo que isso fosse custar sua própria vida.
O jovem se muniu com acessórios e encantamentos que segundo ele lera, o ajudariam resistir ao terrível mal: vestimentas adequadas para situações desse tipo, incluindo calças mais largas, mas não largas a ponto de ser confundido com os "Tyrs". Esses, também chamados popularmente de "tiriços", eram selvagens que viviam nas fronteiras da cidadela, e tinham hábitos violentos e grosseiros. Sua limitação cultural era baseada em alguns movimentos de danças tribais, e dialetos horríveis de se ouvir. Era um povo que todos evitavam confrontar, por sua tradição em violência.
As fêmeas eram sedentas por sexo, e os machos, por brigas.
O garoto também se armou com camisetas que possuíam intitulações nas quais ajudariam a manter o mal afastado. E em sua casa ouviu horas de encantamentos poderosos que ajudariam a manter qualquer das possíveis ameaças longe. Encantamentos como: Led Zeppelin, Ramones, Pink Floyd e muitos outros conhecidos por ele.
Naquela noite, o jovem, sua companheira e um casal conhecido de amigos (esses que por sua vez, também apresentavam sinais da maldição) se dirigiam aos portões do evento. De longe, ele já conseguia ver a multidão e reconhecer aqueles horríveis sons hipnotizantes...
...assim se inicia a saga da trilogia "The Gates of Hell".
[Continua]
A crise da agricultura local desolava a população, trazendo pobreza, enfermidades e criando discórdia entre o povo.
As festividades foram intituladas como "Festa do peão", e contaria com atrações musicais de agrado popular, mas com objetivos duvidosos, porém, poucos sabiam e davam atenção a isso.
Um jovem rapaz, morador da cidade, nunca se arriscara a participar de eventos em que tais atrações musicais se apresentavam. Ele sabia devido à pesquisas, que havia lendas horríveis sobre torturas inimagináveis e manipulação de comportamentos causados pelos "grupos". Ele mesmo conheceu pessoas que mudaram totalmente seu comportamento, e começaram a usar vestimentas bizarras, tais como chapéu de palha, fivelas gigantes, e camisetas xadrez por dentro de uma calça apertada, além de cantarolar sons que se aprisionavam na mente, causando sensações horríveis de vergonha.
O jovem desconfiava que sua companheira, uma moça nova e de boa família, estivesse de certa maneira sob os encantos desses grupos necromantes musicais, pois já havia visto, por mais de uma vez, ela cantarolar suas musicas. Mas era só uma breve desconfiança, pois ele não havia notado outros indícios que confirmavam o encantamento.
Com os rumores da festa se espalhando por toda a extensão da cidade, o jovem estava apreensivo por más notícias. Até que um dia, o que ele temia aconteceu. Ele havia pensado nisso algumas vezes, mas sempre tentava desviar sua mente para não encarar a possível realidade: sua companheira poderia querer participar das festas, e o pior, contaria com sua presença. Agora, ele sabia que estava certo. Estava clara a decisão da jovem moça. E naqueles tempos, não se costumava negar um convite de uma dama, por questões de honra.
Diante da situação, ele decidiu enfrentar seus medos. Aproveitaria para ter certeza se toda aquela lenda sobre coisa horríveis, e sobre rituais inexplicáveis realmente eram verdade, mesmo que isso fosse custar sua própria vida.
O jovem se muniu com acessórios e encantamentos que segundo ele lera, o ajudariam resistir ao terrível mal: vestimentas adequadas para situações desse tipo, incluindo calças mais largas, mas não largas a ponto de ser confundido com os "Tyrs". Esses, também chamados popularmente de "tiriços", eram selvagens que viviam nas fronteiras da cidadela, e tinham hábitos violentos e grosseiros. Sua limitação cultural era baseada em alguns movimentos de danças tribais, e dialetos horríveis de se ouvir. Era um povo que todos evitavam confrontar, por sua tradição em violência.
As fêmeas eram sedentas por sexo, e os machos, por brigas.
O garoto também se armou com camisetas que possuíam intitulações nas quais ajudariam a manter o mal afastado. E em sua casa ouviu horas de encantamentos poderosos que ajudariam a manter qualquer das possíveis ameaças longe. Encantamentos como: Led Zeppelin, Ramones, Pink Floyd e muitos outros conhecidos por ele.
Naquela noite, o jovem, sua companheira e um casal conhecido de amigos (esses que por sua vez, também apresentavam sinais da maldição) se dirigiam aos portões do evento. De longe, ele já conseguia ver a multidão e reconhecer aqueles horríveis sons hipnotizantes...
...assim se inicia a saga da trilogia "The Gates of Hell".
[Continua]
Abominável Mundo Novo
Eu sempre gostei de tecnologia, e sempre fui muito interessado em saber o porquê dos objetos mecânicos e/ou elétricos. É claro que isso não me levou a fazer engenharia. Eu apenas gosto, não sou fanático.
Desde guri desmontava os carrinhos de pilha e extraía tudo que me era necessário para montar um outro brinquedo. È claro que nem sempre a operação era bem sucedida, o que resultava numa frustração muito grande para mim, e maior ainda para os meus pais.
Mas algumas vezes a empreitada dava certo, e eu construía brinquedos fantásticos, brilhantes, que giravam, e me levavam a loucura! Brinquedos como... uma hélice movida a motor de carrinho. Tudo bem, exagerei no fantástico e tudo mais, mas o importante é que eu não me contentava em apenas brincar, precisava entender como aquilo funcionava.
E cresci assim. Entrei na adolescência e estava sempre ligado em jogos de vídeo-game (esses eu não destruía, eram mais divertidos funcionando perfeitamente) e música.
Comecei a procurar a entender o que podia sobre instrumentos musicais e games.
Normal para qualquer adolescente.
Veio a época dos computadores pessoais. Eu era o sacana que aprendia a fazer vírus que desligavam o PC na aula de informática, enquanto os outros meninos aprendiam a escrever em negrito no Word.
Mas vou direto ao ponto: O que quero deixar claro é que nunca tive problemas com tecnologias, com novidades. Eu sempre me interessei bastante ao ponto de acompanhá-las e entende-las.
Sempre acompanhei todas as novidades na web, Sites de relacionamentos, fóruns, programas de mensagens instantâneas, sites de vídeos, etc. Até em sites para bandas eu me inscrevia, sem ao menos ter uma. Sentia necessidade de conhecer o que era novo.
Há pouco tempo atrás um amigo me falou sobre o Twitter. Ainda estava ganhando embalo e poucos estavam inscritos, mas era um novo aparato moderno que prometia.
O site é super simples, chega a ser idiota. Mas a idéia é genial, informar e ser informado sobre suas ações úteis ( ou inúteis)e de sua rede de amigos. Une a vontade de ser uma celebridade (mostrar para todos seus amigos como seu dia foi cheio) e a curiosidade sobre a vida alheia. Enfim, coisa de gênio nos tempos de hoje.
Logo me inscrevi, e comecei a utilizar o então “bam-bam-bam” do momento.
Com o passar dos dias percebi que estava tendo certa dificuldade em entender quem mandava o quê, ou o quê eu mandava, ou quem mandou o quê para quem.
Não era um erro do site, a dificuldade era minha, e pela primeira vez me vi meio perdido diante de uma tecnologia nova, que todo mundo está usando.
Veio a primeira onda de terror. Suei frio e me imaginei tendo aulas de Word e Excel, aprendendo a minimizar janelas do Windows. E ainda mais apavorante, tive alucinações com pessoas numa lan house me ensinando a postar fotos no Orkut, ou como atualizar meu perfil. Não era possível, eu estava por fora, era obsoleto, ultrapassado, um velho que não conseguia mais ligar o PC e nem diferenciar estabilizador de CPU.
Aquilo não podia ser verdade. Será que eu estava ficando velho para as tecnologias? Será que eu me tornaria uma pessoa que é alheia as novidades? Será que eu voltaria a jogar tetris e Pac Man?( Apesar de ser ótimo, diga-se de passagem.)
Não, eu precisava ser forte.
Abri o twitter e entrei em vários profiles, olhando conversas de amigos, mensagens, réplicas, tudo que poderia me ajudar a entender aquela nova aberração que se arrastava diante de mim.
Aos poucos fui compreendendo. Percebi que as mensagens não eram direcionadas apenas para uma pessoa, e que você poderia direcionar, mas outras pessoas também as veriam, e assim por diante. Aprendi também os novos termos que alguns usavam.
O terror se foi, eu era um usuário de uma nova ferramenta que tinha se tornado clara finalmente.
Mas nos dias de hoje, novas tecnologias são lançadas com freqüências monstruosas, e rapidamente se tornam “old-fashion”.
O medo dessa vez se foi, mas quem sabe num próximo site, ou programa?
Bom, enquanto minha curiosidade e minha sanidade me ajudarem, eu estarei sempre procurando me apavorar e me descabelar diante das novidades.
Desde guri desmontava os carrinhos de pilha e extraía tudo que me era necessário para montar um outro brinquedo. È claro que nem sempre a operação era bem sucedida, o que resultava numa frustração muito grande para mim, e maior ainda para os meus pais.
Mas algumas vezes a empreitada dava certo, e eu construía brinquedos fantásticos, brilhantes, que giravam, e me levavam a loucura! Brinquedos como... uma hélice movida a motor de carrinho. Tudo bem, exagerei no fantástico e tudo mais, mas o importante é que eu não me contentava em apenas brincar, precisava entender como aquilo funcionava.
E cresci assim. Entrei na adolescência e estava sempre ligado em jogos de vídeo-game (esses eu não destruía, eram mais divertidos funcionando perfeitamente) e música.
Comecei a procurar a entender o que podia sobre instrumentos musicais e games.
Normal para qualquer adolescente.
Veio a época dos computadores pessoais. Eu era o sacana que aprendia a fazer vírus que desligavam o PC na aula de informática, enquanto os outros meninos aprendiam a escrever em negrito no Word.
Mas vou direto ao ponto: O que quero deixar claro é que nunca tive problemas com tecnologias, com novidades. Eu sempre me interessei bastante ao ponto de acompanhá-las e entende-las.
Sempre acompanhei todas as novidades na web, Sites de relacionamentos, fóruns, programas de mensagens instantâneas, sites de vídeos, etc. Até em sites para bandas eu me inscrevia, sem ao menos ter uma. Sentia necessidade de conhecer o que era novo.
Há pouco tempo atrás um amigo me falou sobre o Twitter. Ainda estava ganhando embalo e poucos estavam inscritos, mas era um novo aparato moderno que prometia.
O site é super simples, chega a ser idiota. Mas a idéia é genial, informar e ser informado sobre suas ações úteis ( ou inúteis)e de sua rede de amigos. Une a vontade de ser uma celebridade (mostrar para todos seus amigos como seu dia foi cheio) e a curiosidade sobre a vida alheia. Enfim, coisa de gênio nos tempos de hoje.
Logo me inscrevi, e comecei a utilizar o então “bam-bam-bam” do momento.
Com o passar dos dias percebi que estava tendo certa dificuldade em entender quem mandava o quê, ou o quê eu mandava, ou quem mandou o quê para quem.
Não era um erro do site, a dificuldade era minha, e pela primeira vez me vi meio perdido diante de uma tecnologia nova, que todo mundo está usando.
Veio a primeira onda de terror. Suei frio e me imaginei tendo aulas de Word e Excel, aprendendo a minimizar janelas do Windows. E ainda mais apavorante, tive alucinações com pessoas numa lan house me ensinando a postar fotos no Orkut, ou como atualizar meu perfil. Não era possível, eu estava por fora, era obsoleto, ultrapassado, um velho que não conseguia mais ligar o PC e nem diferenciar estabilizador de CPU.
Aquilo não podia ser verdade. Será que eu estava ficando velho para as tecnologias? Será que eu me tornaria uma pessoa que é alheia as novidades? Será que eu voltaria a jogar tetris e Pac Man?( Apesar de ser ótimo, diga-se de passagem.)
Não, eu precisava ser forte.
Abri o twitter e entrei em vários profiles, olhando conversas de amigos, mensagens, réplicas, tudo que poderia me ajudar a entender aquela nova aberração que se arrastava diante de mim.
Aos poucos fui compreendendo. Percebi que as mensagens não eram direcionadas apenas para uma pessoa, e que você poderia direcionar, mas outras pessoas também as veriam, e assim por diante. Aprendi também os novos termos que alguns usavam.
O terror se foi, eu era um usuário de uma nova ferramenta que tinha se tornado clara finalmente.
Mas nos dias de hoje, novas tecnologias são lançadas com freqüências monstruosas, e rapidamente se tornam “old-fashion”.
O medo dessa vez se foi, mas quem sabe num próximo site, ou programa?
Bom, enquanto minha curiosidade e minha sanidade me ajudarem, eu estarei sempre procurando me apavorar e me descabelar diante das novidades.
Doutor Google
Sou do tipo de pessoa que contraio uma doença apenas por conhecê-la.
Para um olhar de fora pode parecer de certa forma hilário, mas quem tem hipocondria como uma companheira fiel e indesejada é na melhor das hipóteses terrível.
A única coisa que não me torna um hipocondríaco graduado com honra ao mérito é o fato de não tomar remédios, uma vez que é comum a quem sofre da doença. Aliás, só tomo se precisar realmente. (mesmo achando que sempre preciso realmente.)
Em sumo, só tomo quando o médico diz pra tomar.
Mas ai vem outro tormento comum ao infeliz hipocondríaco:
“E se o médico estiver errado?” Bom, é ai que entra a internet.
O Google se torna um médico particular 24 horas e meu registro de pesquisa fica cheio de nomes de doenças e milhares de sintomas. E isso rende uma conversa enorme com o médico quando volto para o retorno da consulta. “Sabe doutor, não é duvidando da sua perícia no assunto, nem de suas competências acadêmicas, mas não seria melhor o senhor refazer o exame?”
O mais intrigante são os resultados das buscas na rede.
Se por exemplo sinto uma dor de cabeça preocupante (e pra mim, qual não seria...?) e pesquiso, cada link me diagnostica com uma doença diferente, desde uma simples gripe ao vírus ebola e febre asiática. Pronto. Agora sou um “polienfermo”. E isso me leva a pensar que pode ser meu sistema imunológico que está fragilizado devido a uma doença pior ainda, tipo câncer ou AIDS, isso pra ser otimista.
Já cheguei a visitar o hospital uma semana inteira, mesmo sabendo que no SUS da minha cidade eles curam todas as doenças com soro na veia. Uma entrevista rápida com o doutor, que te analisa sem te olhar e adivinha só... SORO! De gripe a tentativa de suicídio por ingestão de remédios. Deviam premiar o cara com Nobel da saúde.
Mas o hipocondríaco aprende a conviver com a doença. Pelo menos a doença em si não provoca sintomas como sangramentos, febres, ulceras na pele... Ou será que provoca? Droga, acho que vou ter que abrir o Google.
Para um olhar de fora pode parecer de certa forma hilário, mas quem tem hipocondria como uma companheira fiel e indesejada é na melhor das hipóteses terrível.
A única coisa que não me torna um hipocondríaco graduado com honra ao mérito é o fato de não tomar remédios, uma vez que é comum a quem sofre da doença. Aliás, só tomo se precisar realmente. (mesmo achando que sempre preciso realmente.)
Em sumo, só tomo quando o médico diz pra tomar.
Mas ai vem outro tormento comum ao infeliz hipocondríaco:
“E se o médico estiver errado?” Bom, é ai que entra a internet.
O Google se torna um médico particular 24 horas e meu registro de pesquisa fica cheio de nomes de doenças e milhares de sintomas. E isso rende uma conversa enorme com o médico quando volto para o retorno da consulta. “Sabe doutor, não é duvidando da sua perícia no assunto, nem de suas competências acadêmicas, mas não seria melhor o senhor refazer o exame?”
O mais intrigante são os resultados das buscas na rede.
Se por exemplo sinto uma dor de cabeça preocupante (e pra mim, qual não seria...?) e pesquiso, cada link me diagnostica com uma doença diferente, desde uma simples gripe ao vírus ebola e febre asiática. Pronto. Agora sou um “polienfermo”. E isso me leva a pensar que pode ser meu sistema imunológico que está fragilizado devido a uma doença pior ainda, tipo câncer ou AIDS, isso pra ser otimista.
Já cheguei a visitar o hospital uma semana inteira, mesmo sabendo que no SUS da minha cidade eles curam todas as doenças com soro na veia. Uma entrevista rápida com o doutor, que te analisa sem te olhar e adivinha só... SORO! De gripe a tentativa de suicídio por ingestão de remédios. Deviam premiar o cara com Nobel da saúde.
Mas o hipocondríaco aprende a conviver com a doença. Pelo menos a doença em si não provoca sintomas como sangramentos, febres, ulceras na pele... Ou será que provoca? Droga, acho que vou ter que abrir o Google.
O Trajeto único
Me encontrei surpreendido por estar aqui.
Pensei logo na cadeia de eventos que me arrastou
por milhões de anos e me trouxe até a comodidade
do meu quarto, com instrumentos que, se fossem dotados
de consciência, reverênciariam-me diante do espaço de
tempo em que nossas evoluções se diferem.
Este processo gradual de mudanças, de equívocos
e acertos, me permitiu ser. Apenas ser.
E sendo, estou a um passo de consquistar derrotas
e vitórias, de projetar uma contínua estrada ladrilhada
de reflexões e ações. E seguir o rumo que a natureza
iniciou a tempos.
Sou parte da estrada, sou o rumo...highway!
"Infinita highway"
E nesse "nunca cessar" nos encontramos de passagem,
uma passagem necessária e grata, por podermos ser
úteis ao desconhecido futuro.
Luciano
Pensei logo na cadeia de eventos que me arrastou
por milhões de anos e me trouxe até a comodidade
do meu quarto, com instrumentos que, se fossem dotados
de consciência, reverênciariam-me diante do espaço de
tempo em que nossas evoluções se diferem.
Este processo gradual de mudanças, de equívocos
e acertos, me permitiu ser. Apenas ser.
E sendo, estou a um passo de consquistar derrotas
e vitórias, de projetar uma contínua estrada ladrilhada
de reflexões e ações. E seguir o rumo que a natureza
iniciou a tempos.
Sou parte da estrada, sou o rumo...highway!
"Infinita highway"
E nesse "nunca cessar" nos encontramos de passagem,
uma passagem necessária e grata, por podermos ser
úteis ao desconhecido futuro.
Luciano
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