segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A necessidade do SEMPRE

Fantasiamos uma vida baseada em recompensas pós-vida. Contraditório e cômico.
Uma vida não é suficiente, e nunca, na história do homem enquanto ser pensante houve margem para outras ramificações de pensamento.
A vida, de fato, não a é.
Penso em como deveria seguir meus anos esperando que eles se acabassem, para que eu pudesse finalmente viver.
E se a vida não estiver lá? E se não houver recompensa? Talvez para um pensamento condicionado, influenciado e ortodoxo sejam perguntas hereges. Mas talvez, seja o início da liberdade.
A vida é orgânica, matéria. Regras se provam. Delírios se seguem às cegas.

Enjoy your life!

O bem, é um bem-comum, é social. Segui-lo não o aproximará do paraíso, mas fazê-lo, é coerente enquanto somos nós de fato. Um coletivo.
Não é preciso de religiões para doutrinar o bem impondo medos e regras. Coerência basta.
Saber que cada indivíduo é um mundo, e é único, nos faz valorizá-los.
A não-crença não condena, liberta.