Na minha época de adolescente, eu tinha essa estranha mania de ouvir bandas pelas letras e pela postura, e não por popularidade ou osmose. Como eu fui estúpido, me deixando moldar por letras conscientes, relevantes, sem máscaras e sem filtros. Alguns de meus ídolos tinham essa ideia absurda de querer mudar o mundo, pode parecer estranho, mas isso não era um clichê, era só ideia e ação, bizarro né?
Essas influencias se transformaram em estigmas que levo comigo ainda hoje, me levando ao ponto extremo de as vezes me inconformar, as vezes protestar, e as vezes me fazer pensar como somos idiotas fingindo que está tudo bem. Malditos estigmas que tenho que carregar.
Os anos se passaram, fui deixando de lado aquelas ideias e aquelas bandas estranhas. Hoje sei que o que é realmente bom é o que vende, o que é procurado. O filtro é a massa... ah, que filtro confiável! As estatísticas provam. Pra que nadar contra a corrente? Esse fluxo natural é meu termo de qualidade!
Fico feliz com o que tem sido oferecido nos dias hoje e acho que o pessoal mais novo tá seguindo um caminho super saudável, super progressista! Afinal, o que move o Brasil é a alegria ( uma alegria super justificada) olha só, estamos quase no topo das economias mundiais! tá funcionando!
Ok, me despeço por aqui, já começou a novela. E lembrem-se, mais importante que ações, é o otimismo. Compartilhem correntes do bem e deixe o universo fazer sua parte!
Luciano O. Luz