quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pra não dizer que não falei das...de política.

Chega, já deu.
Não vou falar sobre o segundo turno da mesma maneira que não falei sobre o primeiro. Não vou falar sobre os candidatos que não vou votar, nem de suas propostas, nem de seus discursos incoerentes. Não vou falar sequer dos candidatos-piada, e da falta de caráter e razão de quem os elegem. Não vou dizer que me sinto num beco sem saída, e que definitivamente perdi minhas esperanças quanto à presidência. Não, guardarei isso pra mim.
Sequer falarei sobre o candidato-robô, que tem seu script pronto a cada debate, provavelmente editado por algum mestre em estratégias políticas, e vomita palavras providenciais que encantam e enganam um Brasil semianalfabeto.
Sendo assim, também não serei justo se falar sobre o outro lado. Portanto não falarei do candidato que se esconde atrás de um (relativamente) bom governo que está findando. Um candidato que deixa dúvidas sobre sua integridade. Um candidato que se apoia em sua legenda e não em seus ideais.
O assunto sobre aborto me cansou, assim como o ensino sobre o criacionismo nas escolas, o estado laico, ou a questão da educação no Brasil que vem sempre na lanterna da fila das necessidades. Portanto, também não falarei.
Esse é um texto sobre o que não quero falar. Nesse momento, estou me juntando a outros milhões de cidadãos que, calados, fazem do cenário político esse teatro, e quem comanda, pode escrever a peça da maneira que quiser, pois sabe que sua plateia não se manifesta.