Uma enorme TV tela plana. Shows de humor de final de semana.
Roupas combinando, sapatos limpos, cabelos penteados e brilhantes.
Sofá. Cama. Almoço. Jantar.
Finais de semanas tão emocionantes quanto limpar seu quarto ouvindo música.
Sentir e viver o medo. Me afastar de todos por medo do desconhecido.
Escolher o calmo ao turbulento.
Escolher a mentira de uma família perfeita, ao expor suas emoções e ódios e sentir o
reciproco. E assim explorar cada ente querido, e respeitá-lo por isso.
Viver mantendo o pouco. Quase implorando, a arriscar o novo e incerto.
Pra que peocupar-se? a vida se repete afinal.
EU ESCOLHO A VIDA.
Eu escolho me perder em meus sentimentos, reinventá-los, reciclá-los.
Eu escolho o incerto, o presente.
Me arrasto sentindo cada momento bom da vida a me entregar a comodidade.